2014 de A a Z

* Esta postagem foi escrita originalmente no Blogger e foi impossível dar um jeito na diagramação a trazê-lo para cá. Me perdoem. 
Para encerrar o ano, resolvi fazer uma retrospectiva daquilo que mais gostei de ler, assistir, curtir e participar este ano. É uma forma de compartilhar os meus favoritos do ano inteiro e discutir alguns acontecimentos que movimentaram a mídia. Para inovar, diferenciar ou tornar a escolha ainda mais difícil, vejam só, fiz um alfabeto com tudo!

a de adotada

Adotada é um reality da MTV Brasil e consiste na apresentadora, Mareu Suconic, se mudando para a casa de diferentes famílias brasileiras e vivendo a rotina delas por uma semana. O primeiro episódio mostra uma família mais comum, com uma mãe se doando por três filhos homens e um marido e esquecendo de si mesma. E o Adotada me conquistou logo aí, com um desfecho emocionante, lotado de lágrimas e transformação. Mas, durante os treze episódios, também conhecemos algumas bizarrices e famílias com formações inusitadas: abertas e liberais, acumuladores, patricinhas, mães relapsas, fazendeiros, obcecados com saúde e fitness, mórmons, transexuais, fetichistas, homofóbicos, milionários, alemães, roqueiros, comunidades onde vivem somente mulheres, machistas, muçulmanos…
O programa é um grande ensinamento para quem participa e para quem assiste, sempre falando de preconceito, tolerância e lidar com diferenças. Tem humor, drama, emoção… ASSISTAM. Aproveitem que tem todos os episódios da primeira temporada no YouTube, maratonem nessas férias e aguardem comigo a segunda temporada confirmada!

b de book of life

The Book of Life é uma produzida por Guillermo del Toro (que também trabalhou em O Hobbit, O Labirinto do Fauno, Hellboy, Mama e vários outros blockbusters) e me conquistou de cara por causa da estética colorida e da sonoridade animada para falar de um tema que é associado, na maioria da vezes, ao cinza e à tristeza: a morte. No filme, um grupo de crianças ouvem de uma guia de museu a história de Manolo, um homem sonhador que adora música, mas se sente pressionado pela família a seguir a tradição de ser toureiro. Porém, é no triângulo amoroso entre Manolo, Maria e Joaquim que tudo passa a envolver outros mundos e as decisões dos três podem trazer várias consequências para o Mundo dos Vivos, a Terra dos Lembrados e a Terra dos Esquecidos.
A cada mundo que acompanhamos, conseguimos perceber uma clara mudança nas músicas, na aparência e num certo estilo de animação e desenho. Essas mudanças criam um filme muito rico e interessante de ser assistido, conquistando crianças e também adultos, já que o tema está longe de ser batido neste gênero.

c de colin & chloé

Colin e Chloé formam casal apaixonado que protagoniza A Espuma dos Dias, de Boris Vian. A versão cinematográfica foi lançada no ano passado e me chamou a atenção por usar um recurso brilhante para apresentar as metáforas do autor. No início deste ano, depois de comentar sobre isso com várias pessoas, acabei ganhando o livro publicado pela Cosac Naify e me apaixonei ainda mais pelo mundo criado pelo escritor.
Na história, Cholé descobre que um nenúfar cresce no seu pulmão e acompanhamos a tentativa de cura com uma técnica incomum, paga pelo apaixonado milionário Colin. No início do livro, tudo é bem vibrante e colorido, com danças festivas e coquetéis, mas tudo ganha um tom mais melancólico à medida que chega o fim do livro. O clássico francês tem ares de fantasia e surrealismo, mas a história de amor é tão real quanto as que enxergamos por aí.

d de do mar

A melhor banda formada em 2014. Não há o que discutir. A união de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães num mesmo projeto musical (como visto na canção Janta, anteriormente) é algo que deve ser apreciado. Junto de Fred Ferreira, a Banda Do Mar traz um frescor novo para a música brasileira, com músicas para dançar, para ficar quietinho ou parar dedicar a alguém.
Outra característica interessante, responsável pelo sucesso do trio nos palcos, é o fato de não apostarem somente em Hey Nana, Mais Ninguém, Me Sinto Ótima e outras canções próprias do primeiro disco, lançados no segundo semestre de 2014. Nos shows, também são interpretadas músicas dos Los Hermanos e dos solos de Mallu. Morrendo de vontade de ir até eles ❤

e de elsa e anna

O GRANDE FILME DA DISNEY QUE ACABA COM PRECONCEITOS EM HISTÓRIAS DE PRINCESAS, né, gente? Não, gente. Quando me disseram que Frozen – Uma Aventura Congelante tinha alguns conceitos importantes de mudanças e tudo mais para o gênero pensei que seria algo bem diferente e realmente revolucionário, mas a história da rainha que congela todas as coisas e da irmã que sai em sua busca, apesar do desfecho, não trouxe tantas coisas novas.
Afinal, onde está a grande mudança se todos os personagens são brancos, pálidos e a protagonista loira? E, por que raios somente duas personagens mulheres de verdade? Até mesmo o boneco-de-neve e o veado são homens! Fora que focaram bastante no “amor familiar, entre as irmãs”, mas voltaram atrás e colocaram um par romântico ali, porque mulher nasceu para casar, claro. Enfim, Frozen consegue ser um filme bom, de aventura, mas não quebra tantos paradigmas como disseram. A Disney foi mais bem sucedida nisto em Valente, assistam este outro!

f de fuja, coelhinho, fuja

Fuja, coelhinho, fuja narra a fuga de uma família durante a Segunda Guerra Mundial, porque o pai, um pacifista, se recusa a enfrentar e assassinar os inimigos do seu país e está sendo procurado pela polícia. O mais interessante aqui é a narração: o leitor acompanha esta saga dramática pelos olhos de Lizzie, uma garotinha inocente, doce e perspicaz.
O contraponto entre a crueldade dos ocorridos na época e a sinceridade doce da filha de 11 anos é o que torna o livro de Barbara Mitchelhill tão interessante e importante.

g de garota exemplar

Garota Exemplar conta a história de um homem que, ao chegar em casa, se depara com objetos revirados e não encontra a esposa. E, quando a investigação policial começa, todas as pistas sobre o desaparecimento da inspiração para a personagem infantil Amy Exemplar, apontam para que o marido seja o responsável. Então, só resta a ele juntar os pontos deste mistério sozinho, recuperar sua amada e provar sua inocência.
Ainda não tive a oportunidade de ler o livro de Gillian Flynn, mas a adaptação para o cinema, dirigida por David Fincher, merece figurar aqui na lista (apesar da atuação meia boca do Ben Affleck, como sempre). Cheia de reviravoltas, a história também tem potencial para me conquistar entre as páginas, que pretendo ler no próximo ano. O mais interessante é que o desfecho é diferente do filme, ou seja, um incentivo a mais para a leitura.

 

h de how to get away from murder

Essa série me desestabilizou logo no piloto e está me deixando sem ar a cada episódio. How To Get Away From Murder tem uma mistura de investigação, suspense, direito penal, drama e representatividade. Pode parecer que dará um nó na sua mente, por causa de todas estas referências, mas é porque dará mesmo.
Em um dos plots, os alunos que protagonizam a série estão entrando na Universidade e participam do programa de estágio de uma professora bad-ass. No outro, que acontece num futuro próximo, estes mesmos alunos acabam de cometer um assassinato de um personagem importante da história e precisam decidir o que fazer com o corpo, ocultar pistas e todas essas coisas que assassinos fazem.

i de iluminações

Iluminações aqui se refere a um ano cheio de descobertas novas sobre história, filosofia e grandes pensadores. Foi um ano em que procurei sair da minha zona de conforto e saber mais sobre conceitos que tanto se falavam por aí: racismo, feminismo, políticas afirmativas, cotas, abusos, estupros, política, direita, esquerda, mobilidade urbana… Logo no início do ano já busquei saber mais sobre os candidatos que poderiam concorrer à presidência e escolhi aqueles com um passado interessante e com boas ideias para o futuro. Depois, vieram debates em sala de aula sobre vários temas nas aulas de sociologia. Iluminações e descobertas diárias e que não podem parar. Quero mais em 2015.

j de james sveck

Sabe quando você evita ler um livro porque o protagonista tem muito de você e você está com medo do que as próximas páginas reservarão (aos dois)? Não sei se isso já aconteceu a vocês, mas James Sveck, protagonista de Um dia essa dor será útil, é muito parecido comigo – e, por isso, foi uma leitura incômoda. O autor do jovem, Peter Cameron, colocou nele as mesmas dúvidas sobre universidade e o futuro que eu tenho, os mesmos desastres que deixam todas as pessoas em volta transtornadas e várias decepções para a família, o mesmo desejo de sumir e evitar contato com outras pessoas por não saber me portar…
O pior de tudo, talvez, era ler sobre uma relação de cumplicidade bem forte do rapaz com a avó, enquanto meu avô paterno estava em coma no hospital. Me segurava para não chorar e, no mesmo dia em que li que a cena do falecimento da avó de James, recebi a ligação que avisava que meu avô também falecera. Foi difícil lidar (e está sendo agora, enquanto escrevo). Por várias semelhanças, tal arte imitava minha vida – e precisava aparecer nesta lista.

k de kings of summer

Por que viver se você pode controlar? Esta é a frase de chamada de Kings of Summer, filme que saiu ano passado, mas assisti em Abril. No filme, o protagonista adolescente está cansado das regras e imposições do pai solteiro e decide construir sua própria morada. Com dois amigos, também chateados pelas cobranças em se tornar adulto, ele parte para o mesmo de uma floresta escondida e, juntos, constroem um casa e um novo modo de sobrevivência.
Sozinhos na floresta, os três são reis dos próprios destinos. Sem as exigências e expectativas da sociedade, sem grandes responsabilidades, sem compromissos. A história é um filme de formação, que mistura muito bem drama e comédia, diálogos absurdos e seriedade. E ainda tem paisagens legais e ótima trilha-sonora!

l de ligue os pontos

Ligue os Pontos foi lançado em novembro do ano passado, mas aparece na lista de 2014 porque, apesar de toda a minha ansiedade na época, só lido no meio deste ano também. O livro foi escrito pelo ator, comediante, criador do canal Porta dos Fundos, e, ex-marido da Clarice Falcão (2014 trágico, conseguiu separar esse casal bonito) Gregorio Duvivier e é muito amor. Dividido em duas partes,  a primeira traz poemas que falam do Rio de Janeiro e a segunda de poesias que tratam de amor. Tem resenha aqui, onde conto mais sobre como é gostoso ler algo tão sincero, romântico e cômico.
Neste ano, Gregorio lançou outro livro pela Companhia das Letras e se trata de uma grande bagunça de assuntos e gêneros: crônicas, roteiros, esquetes, contos… Bom para a gente, que conhece varias outras facetas dele (a de poeta já está aprovada).

m de malencia vale

Malencia Vale é a protagonista bad-ass da trilogia O Teste, publicada pela Única Editora em 2014. Li todos os três livros da Joelle Charbonneau e recomendo a história, sim. Mas o tópico da letra M é para falar da Malencia, especificamente.
A moça nasceu numa colônia pobre do seu país e, ao longo da história, consegue conquistar amigos, fazer umas inimizades também e ainda um emprego foda, no programa de estágios da universidade. Contudo, enquanto todos a amavam e idolatravam seus feitos, ela se mostrava muito insegura quanto ao futuro e seus projetos, sempre se perguntando sobre seus planos e sonhos. Não era pessissismo, vejam bem. Era insegurança, já que ela é somente uma jovem diante de um mundo de possibilidades e escolhas, sabe? A escritora conseguiu criar uma protagonista incrível num ya e que não soa prepotente ou auto suficiente. Muitos méritos, para as duas.

n de nu

Lançada em Outubro, Nu é o nome do novo disco do Forfun. Ouso dizer que seja o mais expressivo da banda e, soa tão distante de outros sons que eles já fizeram e dos das bandas do mainstream, que fica claro e obvio que eles não estão a fim de fama, sucesso e dinheiro, mas de passar uma mensagem e espalhar a forma com que elas pensam e enxergam a nossa sociedade. Pode soar agressivo para alguns, inesperado para outros. Para mim, funcionou muito bem e merece espaço na lista.
Indico especialmente Arriba y Avante, A Vida me Chamou, Coisa Pouca e, para quem quer ouvir algo mais pesado, Alforria.

o de oldschool

Pode chamar de blogagem oldschool, blogagem de várzea, blogagem moleque, blogagem de raiz… Graças às inspirações do Rotaroots (esse grupinho hospedado no facebook aqui) foi que o andrecefalia nasceu e permanece aqui até hoje. É ótimo saber que você compartilha desse desejo de escrever um blog por amor e compartilhar as coisas que você gosta porque deseja, e não porque alguém está pagando para ser indicado. Claro que não há nada de errado em receber dinheiro, presentes ou apoio de marcas e empresas, mas é preciso ter consciência e ser ponderado nestes casos, sabe?
As discussões do grupo sobre temas interessantes (alô, faculdade para blogueiro), os temas de memes, as campanhas sociais e as blogagens coletivas promovidas durante o ano ajudaram muita gente a se encaixar no mundo dos diários virtuais, ser menos clichê e mais criativo. Se deseja participar também deste movimento, vem aqui para conhecer!

p de piloto automático

Piloto Automático é o nome da primeira música que escutei da banda Supercombo, melhor descoberta musical do ano. E a cada canção que ouvia da banda (seja do Amianto, disco mais recente, ou dos antiguinhos, como o Sal Grosso) tinha mais certeza que era uma banda feita para mim. Todas as melodias me provocam e cada estrofe tem um monte de simbologia e significado.  É música para ficar refletindo, pensando sobre a vida, o futuro, o passado, os amores, os amigos…
Poderia arranjar mil motivos para que vocês escutem o que essa banda tem a dizer. Mas, em vez disso, vou deixar registrado aqui o refrão da canção que merece a letra P do alfabeto desse ano. Já aviso que pode doer em você. É tanta verdade jogada na cara que ❤
Eu devia sorrir mais. 
Abraçar meus pais. 
Viajar o mundo. 
E socializar. 
Nunca reclamar. 
Só agradecer. 
E tudo que vier, 
fiz por merecer. 

q de quinze anos de fresno

Quem acompanha as postagens em que falo de música, monto playlists ou cito a mim mesmo, deve pensar que sempre dou um jeitinho de incluir Fresno em tudo que faço. Confesso que já fui mais fã da banda do que sou hoje, já me identifiquei muito mais com as letras e já curti muito mais o som dos caras. Porém, é inegável que eles amadureceram muito nesses quinze anos e merecem aparecer aqui também, pelo que eles representaram para mim em outras épocas e pelo ep icônico que lançaram no início desse ano.
E, vejam só, estou tão ansioso pelo DVD que sai em 2015 e confio tanto no trabalho da Fresno que é bem provável que eles estejam aqui na próxima retrospectiva. Não duvidem.

 

 

r de rap

Graças aos raps, hoje, um monte de gente liga mais quebradas que o Google Maps. Este ano, o meu gosto musical mudou para caramba. Os artistas gringos praticamente sumiram das playlists, os rocks e os pops ficaram mais fora da casinha e “alternativos” e, finalmente, me rendi ao rap. Porque hip-hop é foda e etc. Todo dia é dia de ouvir Emicida e Criolo. Aos poucos, também estou descobrindo Rael e Projota. Marcelo D2 também aparece de vez em quando. E, para ajudar na representatividade, também tem mulheres: Flora Matos, Lurdez da Luz e, minha preferida delas, Karol Conka.Alguns desses da lista fazem músicas que falam de protesto, racismo e discriminação. Outros, procuram falar sobre festas, romance e amor. Fato é que falam de realidades pouco exploradas em televisões, filmes e outras mídias que sejam abrangentes e populares. Vale dar uma chance em 2015!

 

s de spotify

Seguindo no meio musical, uma grande revolução que aconteceu este ano é a na música virtual. Com a chegada do Spotify no Brasil, toda música que ouço durante a escrita ou procrastinação no computador vem do aplicativo. O programa traz uma infinidade de discos, lançamentos e clássicos, de artistas do mundo inteiro e ainda abriga várias playlists temáticas, ótimas para clicar e deixar rolando o dia inteiro. Amor especial pelas terça-feiras, dia oficial para a equipe Spotify divulgar novidades (discos e artistas) na página principal.

 

t de the babadook

A primeira coisa que me chamou a atenção sobre este filme é o título: o que raios seria O Babadook? Daí, numa tarde ensolarada e sozinho em casa, resolvi assistir para descobrir. No início, morria de curiosidade. Depois, estava morrendo de medo. Assisti o HD deste terror australiano no meio da sala, usando fones de ouvido. A sonoridade era 3D e marcou bastante o ano porque não me lembro de ter sentido tanto medo assim com um filme de terror.

Muita gente pode detestar ou não ficar com medo, porque o filme não tem monstros, fantasmas ou grandes sustos propositais. Porém, cada barulho de chave girando, passos no assoalho ou portas batendo me arrepiavam. (Falei tanto que nem cabe mais sinopse aqui, rs)

 

u de um-nove-oito-nove

Justamente por não estar disponível no Spotify, tive muita dificuldade em encontrar e ouvir o novo álbum da Taylor Swift, mas foi no primeiro listening. O 1989 tem uma mistura bem interessante do pop atual com algumas batidas antigas: uma sonoridade única, acompanhada das letras mais maduras que Taylor Swift escreveu. Não deve haver ninguém que não tenha escutado Shake It Off, minha preferida do álbum, ainda, penso eu. E ainda tem o single mais recente, Blank Space, que foi muito bem falado a apresentado ao vivo numa premiação da MTV gringa.O disco está muito bom, obrigado, e fez parte da minha trilha-sonora de 2014 também com Welcome To New York, Bad Blood e Clean.

 

v de vista pro mar

Nunca havia ficado tão ansioso para o lançamento de um disco quando fiquei com Vista pro Mar, do capixaba SILVA. A cada semana, durante um mês, ele lançava uma canção em seu site, para ajudar na divulgação. A cada semana, durante um mês, eu ficava com uma música linda na cabeça e a vontade de molhar os pés na areia da praia. Vista pro Mar, com certeza, é disco mais rico e bonito que escutei (e cantarolei) em 2014.Não tem como escolher uma música preferida ou indicar que ouçam algumas canções em especial. Sério, todas, juntas, criam uma atmosfera única e merecem ser ouvidas em ordem, em sequência. Combina perfeitamente com verão (as canções falam bastante de água e mar e trazem barulhos de ondas, pássaros e outras coisas da natureza ao fundo) e refresca a alma na estação mais quente do ano, sim.

 

w de we were liars

Acredito que esta seja a leitura mais comentada e elogiada de um monte de gente pela internet. We Were Liars (que chegou ao Brasil com o título “Mentirosos“) foi escrito por E. Lockhart e conta a história de quatro amigos que se encontram somente nos verões, desde a infância, numa ilha particular. A ilha e suas mansões são propriedades da família Sinclair, da qual três dos quatro protagonistas fazem parte. A história começa após um acidente misterioso com uma das garotas do grupo, que deixou a ela fortes dores de cabeça, um modo diferente de pensar e amnésia.
A garota não se lembra dos acontecimentos totalmente e ainda tem um jeito inusitado de enxergar as coisas, o que dá à história um tom nebuloso e cheio de metáforas bizarras. Conquistou muita gente porque a capa, contracapa, quarta capa, orelhas e todo material de divulgação focam em um “segredo” que a família esconde sobre o tal acidente e, confesso, comprei somente por causa disso. A tal revelação até convence, mas o desfecho e as últimas páginas me chatearam o bastante para não recomendar isso para ninguém. Mentirosos aparece aqui só por ser a leitura mais superestimada do ano.

 

x de xuxa demitida

Giovana do Forninho, Juliana desmaiada, Taca Le Pau… Nada me fez rir tanto este ano quanto as piadas sobre a demissão da rainha dos baixinhos Xuxa. Dispensada, Xuxa seria considerada uma Maria das Graça qualquer? Cancelaria o pacto e se renderia ao canal do Bispo? Ainda teria dinheiro para se banhar em Monange? Ressuscitaram várias fotos antigas da mulher, adicionaram ótimas legendas e me fizeram ser mais otimista, afinal, se até a Xuxa está desempregada…

Vale dizer que tudo foi um boato e a notícia foi dada antes da decisão final da Rede Globo e de Xuxa. Apesar de estar sendo sondada por outras emissoras, o futuro da apresentadora ainda não estaria definido.

 

y de youtube

Apesar de ter tornado o Feedly a página principal do meu navegador, para, antes de qualquer coisa, conferir as atualizações dos blogs que acompanho, é o YouTube a rede social que mais utilizei neste ano. Comecei a criar uma rede de inscrições no segundo semestre e tenho me apaixonado por várias pessoas, vozes e trilhas de abertura. Me inspiro pra caramba com todos e acho o YouTube um dos lugares mais criativos. Quem sabe não faça parte do setor de criação deles no próximo ano?

 

z de zoeira

E, depois de conturbadas eleições, selfies no Oscar e a melhor edição de todas as Copas do Mundo, nenhuma outra palavra poderia definir 2014 tão bem a não ser zoeira. Poderia substituir toda essa lista por este único verbete que o sentido seria o mesmo, oras. 2014 separou vários casais, teve várias mortes de artistas e celebridades e foi conturbado para caramba, mas também provou que a gente sabe rir dos problemas e dar a volta por cima. O ano foi ruim, mas foi bom, mas parece que tá piorando. Mas foi ótimo sim ❤

Um belo abraço a todos, boas festas de reveilão, a gente se vê no ano que vem e gol da Alemanha!

Andre não está de zoeira sobre seus desejos para o próximo ano.

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Um pensamento sobre “2014 de A a Z

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