a fábula da última guerra

Miguel é um adolescente perdido num mundo apocalíptico – um apocalipse provocado pelos homens, uma guerra na qual perdeu toda a sua família para a destruição. Quando se vê solitário, ele corre pelo jardim, tenta pedir socorro, desce e sobe a rua e, a princípio, não encontra ninguém que pudesse o ajudar. Até que esbarra num velho que recolhe objetos pela rua.

Primeiro, vem a desconfiança. Depois, o encontro acaba se mostrando como a única forma de acabar com o arrasamento do mundo. Mas, para isso, Miguel precisa resolver não somente o conflito externo, armado. Há uma guerra dentro dele que precisa ser vencida. Ele precisa aniquilar todas as suas dúvidas. É necessário uma decisão.


“Desde que minha casa foi destruída, vivo nas ruas, sem amigos, escondido de todos. E já faz tempo que ando a esmo.
Ora durmo aqui, ora ali, quase sempre sob os escombros.
Ontem, por exemplo, dormi na sala de aula de uma escola abandonada. Me alimento com o que me dão pra comer ou com o que consigo roubar.
Agora sou só eu e esta mochila, que achei por aí. Tudo que tenho na vida está dentro dela.”

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O clima em A Última Guerra é de tensão. O livro caminha o tempo todo, rapidamente, como uma contagem regressiva. A cada página, novas questões precisam ser exploradas e segredos são revelados para que o mundo não acabe ali. É interessante notar também que tudo acontece focando ações e pensamentos – não há espaço para grandes descrições, contudo a rapidez com que tudo acontece já deixa clara a urgência com que a temática precisa ser tratada.

Miguel conhece o personagem que segue as páginas ao lado dele no meio da história. Existe desconfiança e preconceito, porém juntos eles tem a oportunidade de mudar o mundo e acabar com a guerra. Miguel, então, precisa ser mais corajoso e confiar nesse desconhecido. Uma mensagem interessante sobre não se render às aparências e procurar mais profundidade nas pessoas com quem você convive.

Sem muitas explicações convincentes, com um pano de fundo raso e uma quantidade de diálogos enorme, o livro pode deixar a desejar.
Porém, funciona bem como uma fábula. O ar é fantasioso e a violência e a destruição levam tudo às últimas consequências. O “exagero” aqui é uma ferramenta dos autores, Luis Braz e Tereza Yamashita, para deixarem em claro um posicionamento antibélico – ou, mais do que isso, a possibilidade e a responsabilidade que todos temos para construir um mundo diferente, novo, mais tolerante e respeitoso.
O fim da guerra precisa partir da gente.


465555_231107557005250_1356611430_oa última guerra – luiz bras e tereza yamashita – 112 páginas – editora biruta
em 140 caracteres… uma história sobre guerra diferente e inusitada, que levanta um bom ponto mas deixa alguns furos.
um livro para… ler de uma única vez, vivendo a mesma emergência dos personagens.
combina com… barriga feliz, indecisões e esconderijos.

A Biruta é parceira do blog e enviou um exemplar deste livro como cortesia. Você pode conhecer todo o catálogo da editora aqui e acompanhá-los no blog Biruta Gaivota, no Facebook e no Instagram.

Andre é um felizardo.

confissões

Por uns anos toda a família da minha mãe morou no litoral capixaba. Por causa do conforto, a gente sempre ficava na casa dos meus avós, o que me incomodava um pouco porque (apesar das ótimas refeições proporcionadas) uma casa onde vivem apenas pessoas idosas nunca parecia a melhor opção de férias para uma criança entediada ou um adolescente meio chato.

Então, eu sempre saía de lá depois do almoço e atravessava sozinho umas ruas para chegar à casa dos meus primos. Escrevendo agora me veio uma certa saudade de ficar a tarde inteira por lá, sem ver a hora passar, me divertindo e me enchendo de açúcar – e voltar pra casa meio emburrado por minha mãe ter ido me buscar cedo demais.
Eles tinham videogame, internet, jogos de tabuleiro, acesso livre a uma locadora de dvds e uma mãe que cozinhava besteiras e fornecia biscoitos, sorvetes e outras coisas industrializadas as quais nunca tive muito acesso em casa. Não lembro se eu tinha um ranking para tias preferidas na época, mas, se eu tivesse, ela estaria muito bem posicionada nele.

O tempo passou e essa família (esses primos, essa tia) se mudaram para a cidade onde eu morava. Isso poderia ter feito nosso contato aumentar, mas curiosamente a gente acabou se afastando. Nunca fui à casa nova deles e lembro de uma única visita deles à minha. Eram meses sem notícia, até que a gente se esbarrava em algum almoço de família, nos atualizávamos sobre nossas vidas e tudo seguia em frente. A cada encontro, um choque: meus primos cada vez maiores, minha tia cada vez mais abatida.


Esta é a segunda vez que eu volto para a cidade onde eu nasci por causa de uma morte. Apesar de que, desta vez, vim por uma quase morte (ou pelo aviso de que ela não iria demorar a chegar).
Essa tia, que há meses convivia com uma doença e sofria com dores físicas e com depressão, ou viria a óbito por causa do câncer ou pela cirurgia que precisava fazer.
A família já estava avisada. Ela já estava avisada.
Eu voltei para a cidade com a intenção e a angústia de esperar – e imagino o quanto a espera e angústia dela era ainda maior.


“Nunca é cedo demais para começar a pensar na própria morte e na morte das pessoas que você ama.
Não quero dizer pensar na morte em ciclos obsessivos, com medo do seu marido ter sofrido um acidente horrível de carro ou do seu avião pegar fogo e despencar do céu. Mas uma interação racional, que termina com você percebendo que vai sobreviver ao pior, seja lá qual for o pior.”


confissoes

Fitar a morte nos olhos não é uma tarefa fácil. Incomoda e pode ser uma tragédia horrível. Ser humano é ter consciência da nossa mortalidade, por mais que a todo momento procuremos negar isto e desviar o olhar. Perceber que você é mortal e que as pessoas que te cercam podem te deixar a qualquer momento traz uma sensação inquietante.
Para alguns, isto funciona como um motor. Para outros, soa fatalista e provoca um desespero por mudar de assunto.

Esta segunda reação é provavelmente um sintoma de uma cultura que evitar o tempo todo pensar nisso. Enquanto para alguns povos envelhecer significa adquirir experiência, para uma cultura moderna ocidental isto é algo feio. Fios brancos no cabelo, marcas de expressão, rugas, tudo precisa ser escondido, refeito, cirurgicamente removido. Até mesmo nossos mortos são embalsamados, disfarçados e maquiados para parecerem mais vivos. A gente tem um pavor de se aproximar do fim da vida.
A gente não encara a morte como deveria, como algo natural.

É essa a questão que Caitlin Doughty discute e aprofunda em seu livro de memórias, Confissões do Crematório. Com um tom leve e honesto, ela reflete sobre a visão da morte em diversas culturas do mundo, tanto no passado quanto no presente, procurando afirmar o quanto ela ainda precisa ser naturalizada e vista como algo inerente a nós.

Caitlin observava a morte de perto diariamente quando trabalhou numa empresa funerária e esclarece no livro vários conceitos desta indústria.
Em uma das passagens do livro, por exemplo, ela apresenta a tribo dos Wari’, que pratica canibalismo com seus mortos por acreditarem na destruição total do corpo, e os monges tibetanos, que entregam seus corpos a abutres por crerem que a carne pode alimentar outros seres depois que a alma já os deixou. Então, ao comparar estes costumes com o nosso ato de perfurar os intestinos de alguém com um longo trocarte prateado, para embalsamar o corpo e adiar a decomposição do corpo, a gente percebe que esta é uma prática vazia de significado e crença. Ela não traz consolo. Ela apenas parece estar roubando a morte de nós.

E Confissões do Crematório segue assim, utilizando uma linguagem sincera, descrições realistas, uma pesquisa profunda e, acima de tudo, histórias reais – são relatos, segredos e curiosidades dispostos de uma maneira muito cuidadosa e delicada, expostos não para chocar, mas para levantar reflexões e trazer lições sobre o tema.

Pra ajudar a compreender nossos rituais e tirar o caráter sombrio da morte. 


“Aceitar a morte não quer dizer que você não vai ficar arrasado quando alguém que você ama morrer.
Quer dizer que você vai ser capaz de se concentrar na sua dor, sem o peso de questões existenciais maiores como “Por que as pessoas morrem?” e “Por que isso está acontecendo comigo?”.
A morte não está acontecendo com você.
Está acontecendo com todo mundo.”


A sensação de esperar a morte chegar, como vivi essa semana, é bastante aflitiva. Eu fiquei triste, mas tentava internalizar que era o melhor a acontecer nesse momento, que ela interromperia o sofrimento de alguém especial e era a ordem natural das coisas. Ainda assim, fiquei abalado e comovido quando recebi a notícia de que ela havia acontecido.

Porque fitar a morte nos olhos não é mesmo nada fácil.
Mas proclamar que o fim é parte da existência faz você se lembrar que a vida não pode ser banalizada.


capaconfissões do crematório – caitlin doughty – 257 páginas – darkside books
em 140 caracteres… um livro de memórias marcante e sensível, sobre um assunto universal: a morte.
um livro para… entender a morte em diversas culturas do mundo, conhecer a indústria funerária americana e apreender diversas lições em todo esse processo.
combina com… apertar botões, realizar rituais e deixar queimar.
para quem já leu… acompanhar o ask a mortician, o canal da autora no youtube, é uma forma de ficar pensando no assunto por mais tempo.

A Darkside Books é parceira do blog e enviou um exemplar deste livro como cortesia. Conheça mais do catálogo da editora clicando aqui e a acompanhe no Facebook e no Twitter.

Andre não colocou as vendas de volta.

grito, delírio e certeza

Fausto é um ator nato. É essa uma das primeiras descrições que a gente recebe desse rapaz em Grito, livro de Godofredo de Oliveira Neto. Porém, ele ainda não recebeu grandes oportunidades em sua carreira e vive passando de um emprego aqui para um bico ali, atendendo num cinema inferninho, numa agência de turismo ou no caixa de uma loja inglesa de sanduíches.

E então Fausto conhece Eugênia, uma ex atriz, famosa, que já passou por diversos personagens, roteiros e montagens em toda sua vida. Eugênia logo se encanta com este jovem, orgulhosa de conhecer alguém como ele, tão talentoso quanto determinado a viver do teatro e fazer da arte um sentido para sua vida. Disposta a ajudá-lo com suas dicas de veterana, os dois se inspiram na vida de Fausto para escrever juntos peças onde Fausto interprete os personagens, baseando-se nas cenas que ele mesmo viveu. Os dois trocam ideias, criam narrativas, discutem cenários, trilhas e figurinos… E fundam juntos, no conjugado onde vive, uma sala de teatro privada, batizada em homenagem à irmã gêmea do jovem que nunca nasceu.

Quando Fausto é iluminado pelo holofote da sala Ifigênia de Sá Sintra, sua pele escura ganha tons ainda mais belos. Quando Fausto brada sua voz, extraordinária para o teatro, qualquer exclamação ganha uma dramaticidade impressionante. E quando Fausto recita a resposta de Iago, de Otelo, de Shakespeare, a Rodrigo (“O amor é mera lascívia do sangue e simples complacência do desejo”) o espaço do apartamento trezentos e oito se preenche de poesia.

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“A voz do amor.
O desejo trazido pela linguagem, a linguagem que exprime o desejo.
Amor e paz. É o que aprendi na minha religião.
E você é só violência.”


De início, a relação dos dois é bastante profissional. Juntos, estes vizinhos se encontram diariamente e debruçam-se sobre suas vidas para criar as peças que a gente encontra no livro, em forma de roteiro de peça teatral mesmo. Além disso, as encenações e apresentações numa sala tão restrita evoca intimidade e a relação dos dois começa a tangenciar o afeto. É quando a gente percebe que Eugênia, que narra em primeira pessoa as passagens corridas do romance, parece começar a se empolgar demais com a situação.

Eugênia é viúva. Idosa, sem muitos amigos vivos, poucos restaram do Retiro dos Artistas. Sem filho ou familiares. Tudo que restou para ela são sua memória artística e a capacidade de repetir tiradas inteiras dos espetáculos em que atuou. Logo, toda essa atenção que recebe de Fausto, utilizada tanto como companhia no presente quanto como um resgate de seu passado quando jovem nos palcos, era bem capaz de se tornar mesmo algo maior e exagerado. Um sentimento de platonismo e possessividade começa a ganhar a narrativa.


“Fausto me disse ter lido depois o argumento com uma amiga, Leila Mara. Ela fazia o papel da Alice, a protagonista. A amiga adorou a peça, segundo ele. Na minha opinião é mentira dele.
Para Fausto de Sá Cintra eu sozinha preencho todo o seu afeto e toda a sua arte.”

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Grito é um livro sobre obsessões. É feito de uma mulher obcecada pelo teatro, por um rapaz e pelo seu passado. E de um jovem tão obcecado pela arte que a projeta na própria vida e nas próprias experiências. Narrado de uma forma apaixonada, com os desejos muito bem expostos e transmitidos, mesmo que a estrutura do produto final seja atípica, destinada a um interlocutor além do leitor.
Godofredo de Oliveira Neto mistura na escrita o formato de peça teatral com o romance, a vida real dividida com a arte, diversas ficções dentro da ficção. Isso sem falar nas frases completas, citações e referências a outros textos clássicos do teatro. Um jogo que mistura certezas e delírios se desenrola a cada novo ato.

Essa escolha confunde e desorienta, mas também deixa o leitor ainda mais instigado, prestando atenção nos detalhes e tentando compreender as ações dos personagens, enquanto caminha para um desfecho dramático e inesperado. Ao final, acaba sendo impossível não desejar que as cortinas fiquem abertas por mais tempo para se contemplar a potência da arte.


livro_yaghehgrito – godofredo de oliveira neto – 160 páginas – editora record
em 140 caracteres… a arte imitando a vida e a vida imitando a arte, tudo ao mesmo tempo, entrelaçadas nas páginas.
um livro para… ser lido num único fôlego, como se assistindo a uma espetáculo.
combina com… confissões, tragédias, memória e solidão.

* Ilustrações do post por Clari Esborraz.

Este livro foi enviado como cortesia pela agência Oasys Cultural para que esta resenha acontecesse (independente disso, o texto reflete a opinião do autor).

Andre não tem um ator favorito.

biblioteca essencial | rô mierling

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é gaúcha, mas hoje mora na Argentina. Escritora, revisora, assessora editorial e pesquisadora acadêmica, já organizou algumas antologias e publicou diversos contos premiados. Em todos eles, apesar de ficcionais, Rô deposita o máximo de realidade que consegue, uma forma de alertar enquanto entretém. Suas obras, cruas e viscerais, mostram seres humanos atingindo níveis degradantes ou cometendo atos bastante violentos. Claro, seu terror e suspense psicológico só poderia ter uma casa: Rô Mierling é a mais nova autora nacional da DarkSide Books. O resultado dessa união a gente confere em breve, com o livro Diário de Uma Escrava.
Enquanto isso, conversei com ela sobre suas referências, inspirações e alguns de seus livros recomendados.


As mulheres mais perversas da história

Shelley Klein
biblioteca-01Em As mulheres mais perversas da história, a autora Shelley Klein explora a vida e os crimes horríveis de quinze mulheres, se baseando em artigos e documentos para criar sua narrativa de maneira imparcial, sem julgamentos de valor.
Muito diferentes entre si, as personagens reais deste livro são desde donas de casa entediadas a grandes imperatrizes romanas.
Nas palavras da Rô, este é “um livro que detalha e mostra que violência e caráter não tem nada a ver com o sexo da pessoa, que a maldade pode estar ao lado de todos, sem que percebamos”, o que inspira suas obras.

Serial Killers Made in Brazil

Ilana Casoy
biblioteca-02“Histórias reais, assassinos reais”: este é o subtítulo da edição definitiva de Serial Killers Made In Brazil, publicada pela DarkSide Books.
Escrito depois de cinco anos de entrevistas e visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias pela criminologista Ilana Casoy, o livro é composto por histórias reais de sete assassinos em série brasileiros, mostrando como e por quê atuam.
Este foi o primeiro livro de não-ficção a investigar e abordar o tema especificamente no Brasil e, para Rô, que o considera uma inspiração, ele “mostra que serial killer não é coisa de Estados Unidos e sim do ser humano”.

Escuridão Total Sem Estrelas

Stephen King
biblioteca-03Considerado por muitos o livro mais tenso e pesado de Stephen King, Escuridão Total sem Estrelas reúne quatro contos que abordam o ser humano em casos de violência e brutalidade extrema.
Na primeira história, o assassinato de uma mulher pelo seu esposo e seu filho é apenas o primeiro de terríveis eventos. Em outra, uma escritora sofre um acidente com o carro numa estrada deserta e a única pessoa que poderia socorrê-la acaba a violentando, sendo o ponto de partida para uma narrativa de vingança. No terceiro conto, um homem precisa escolher entre prejudicar uma pessoa próxima ou sofrer com uma doença e, no último, uma mulher descobre segredos do passado do seu marido e vê sua relação se transformar.
Rô diz se inspirar com este livro porque ele “mostra que TODOS somos neutros, e que a vida pode nos fazer bons ou maus”. Tudo depende de circunstâncias.


Filha de Satanás, Filha de Deus

Susan Atkins
biblioteca-04Susan Atkins teve uma infância difícil e uma adolescência complicada. Porém, tudo conseguiu ganhar tons ainda mais problemáticos quando se envolveu com Charles Manson, líder do que viria a ser o grupo que cometeria o assassinato de Sharon Tate, do casal Leno e Rosemary Labianca e diversos outros crimes.
Em Filha de Satanás, Filha de Deus, escrito durante sua condenação a prisão perpétua, Susan narra fatos sobre os crimes da familia Manson e conta sobre o episódio em que recebeu a visita de Jesus. Este é um livro que transformou Rô como pessoa, pois “mostra que escolhemos o mal, mas também sempre pode ser a hora de voltar atrás e se redimir”. Basta querer.

Os Mistérios do Aquém

Carlos Eduardo Novaes
biblioteca-05Os Mistérios do Aquém talvez seja o livro mais destoante desta biblioteca de livros essenciais da Rô Mierling. Este é um livro um pouco desconhecido, mas que Rô gostaria de ter mais gente conhecendo, para conversarem sobre.
“É um livro de crônicas políticas e sociais, foi escrito no ano em que eu nasci, mostrando como estava o Brasil naquele ano, e meu querido de cabeceira.”
Apesar de datar de 1975, alguns temas abordados por Carlos Eduardo Novaes, como o maquiamento de cidades para grandes eventos e a incompetência e a arrogância de líderes políticos, continuam bem atuais.

Diário de uma escrava

Rô Mierling
ro-mierling-darkside-diario-escrava-capa3dO último livro da lista de Rô Mierling é indicado por ela para leitores não muito frágeis perceberem a realidade com outros olhos e entenderem o mundo de uma maneira diferente.
Diário de Uma Escrava foi escrito pela própria Rô, então ninguém melhor do que ela para explicar a proposta: “Quando colocamos nossa cabeça no travesseiro temos que pensar que muitas meninas não estão em casa, e sim em buracos, servindo de escravas sexuais. E no que isso muda, pergunta-se? Muda a nossa forma de ver a vida, de cuidar de nossas meninas, de não confiar em todo mundo, de ver que o mundo é um caos e não um mar de rosas.”
Muito real e humano, o livro apresenta em primeira pessoa o sofrimento de uma jovem sequestrada por um psicopata e será publicado em dezembro pela DarkSide Books. Adicione no skoob e saiba mais aqui. Aguardamos ansiosos!

Gostaria de ajudar a compôr nossa Biblioteca Essencial ou tem alguma sugestão de pessoa que possa aparecer por aqui indicando seus livros favoritos? Manda um tweet!

Andre leria toda a biblioteca de Rô.